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Vinho orgânico produzido por agricultores ecologistas

28/05/2012

Salete exibe o lançamento da cooperativa. Produtores têm de fazer estágio por um ano para ver se querem mesmo ingressar na produção orgânica

Duas mulheres e uma ideia: montar uma cooperativa orgânica para produzir uvas sem fungicidas, sem adubos químicos e preservando o meio ambiente. Isso em plena Serra Gaúcha.

Na Serra Gaúcha, duas mulheres tocam uma cooperativa que reúne 32 famílias que se especializaram em cultivar organicamente uvas viníferas. “Vencemos o machismo que impera por aqui e hoje nossa cooperativa é respeitada e tem até fila para ingressar”, orgulha-se a produtora, fundadora e presidente da Cooperativa de Produtores Ecologistas de Garibaldi (RS). Atualmente, a cooperativa só produz orgânicos. São 160 mil litros por ano de suco de uva integral, 30 mil litros de vinho e 5 mil litros de espumante. Além de 2 mil caixas de hortaliças, frutas e verduras por mês.

Na Bio Brazil Fair, que se encerrou neste domingo, no Ibirapuera, na capital paulista, estavam lançando o seu espumante brut orgânico.

Quando começaram, em 1999, a palavra ecologista era sinônimo de ecochato. Na Serra Gaúcha, conta Salete, ao lado da fundadora e diretora financeira da cooperativa, Rosa Maria Ferranti, repetiu-se aquela história de ninguém acreditar muito na iniciativa de parar de aplicar agrotóxicos e passar a cultivar sem adubo químico. “Os produtores convencionais achavam nossos parreirais orgânicos sujos, porque o mato crescia embaixo. Achavam que era sinal de desleixo”, conta Salete. “Muitos quase desistiram, porque não é fácil fazer a conversão para cultivo orgânico”, diz a presidente da cooperativa, que exerce seu mandato de forma voluntária, assim como Rosa Maria.

Hoje, porém, quando baixa alguma seca brava no parreiral, o cultivo orgânico se destaca. “Toda a palhada que mantemos no solo e que, para o produtor convencional, tem aspecto de sujeira, mantém a umidade por mais tempo e isso beneficia o cultivo”, diz Salete. Fora a felicidade que os produtores sentiram de não terem mais de lidar com agrotóxicos no dia a dia. Como toda experiência bem sucedida no campo, Salete comenta que agora a cooperativa tem fila de produtores para entrar. “São dez que estão na fila hoje”, comenta. Mas os critérios são rigorosos. “Quem quiser entrar não pode visar lucro. Tem de ser ecologista em primeiro lugar; cuidar do meio ambiente”, diz.

Para provar que é ou que está disposto a virar ecologista, o produtor deve acompanhar, por um ano, as atividades da cooperativa e ver como são todos os processos, do plantio à colheita e processamento dos produtos. “Se ele achar que se encaixa na nossa filosofia, pode ingressar”, diz Salete.

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3 Comentários
  1. carlos manzolli permalink

    Excelente o Vinho Bordô, que experimentei na Apas.

  2. Quais são os vinhos e sucos produzidos na cooperativa? O nome das marcas e produtos?

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